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A Promessa e o desafio da IA agêntica

A Inteligência Artificial Agêntica, com sua capacidade de observar, decidir e agir autonomamente, promete revolucionar a eficiência e a inovação nas empresas. No entanto, essa autonomia traz consigo um desafio significativo para os orçamentos de TI. Diferente dos chatbots e copilotos que aguardam um comando, os agentes de IA operam continuamente, consumindo recursos de forma dinâmica e, muitas vezes, imprevisível. Para CIOs e gestores de TI, entender e controlar esses custos é crucial para transformar a promessa da IA em valor real, sem surpresas desagradáveis no final do mês.

 

 

Por que a IA agêntica pode quebrar sua infraestrutura e orçamento

 

A Nutanix, citando pesquisas do Gartner e da IDC, alerta que a IA agêntica em escala pode expor fraquezas em controle de custos, governança, arquitetura de dados e operações. A complexidade reside em vários fatores:

 

 

  1. Tokenomics: O custo oculto por trás de cada interação

Agentes de IA geram milhares de chamadas pequenas e sensíveis ao contexto, cada uma consumindo uma quantidade variável de tokens. Como o uso de tokens dita a conta de computação, a falta de visibilidade e controle orçamentário nesse nível torna impossível prever o custo de um fluxo de trabalho, muito menos de uma unidade de negócios inteira. A IDC prevê que grandes empresas subestimarão os custos de infraestrutura de IA em aproximadamente 30% até 2027. Isso significa que a maioria das organizações ainda mede o custo da IA a posteriori, o que invariavelmente leva a estouros orçamentários.

  1. Caos da governança e Multi-Tenant

Grandes empresas não executam apenas um projeto de IA, mas muitos, em diversas unidades de negócios e equipes. Essa complexidade é agravada por infraestruturas compartilhadas, políticas de acesso distintas e cargas de trabalho concorrentes. Ambientes tradicionais, como clusters bare-metal, não lidam bem com essa complexidade, especialmente em um ambiente distribuído. Eles carecem de recursos essenciais para governar iniciativas de IA com sucesso, como isolamento de tenant, acesso baseado em função e controles de política em nível de modelo. O Gartner prevê que cerca de 70% das empresas implantarão IA agêntica em operações de infraestrutura de TI até 2029, o que torna a governança uma questão de design atual, e não algo a ser corrigido posteriormente.

  1. O dilema da gravidade dos dados: eliminando o gargalo da gpu

Cargas de trabalho agênticas são altamente sensíveis à localidade e largura de banda dos dados. Se o armazenamento e os pipelines não forem ajustados para os padrões de acesso da IA, as GPUs ficam ociosas esperando por dados, e os usuários sentem o atraso imediatamente. Isso piora à medida que as janelas de contexto crescem e os agentes começam a encadear Geração Aumentada por Recuperação (RAG), pesquisa e uso de ferramentas em tempo real. Qualquer incompatibilidade entre computação e dados se transforma em latência, cadeias de tarefas falhas e menor confiança no sistema.

  1. Operações do dia 2 e dia N: A manutenção contínua

A tecnologia de IA evolui rapidamente, e os modelos precisam ser mantidos. Modelos mudam, gerações de GPU se sucedem, frameworks de serviço evoluem e os requisitos de segurança se tornam mais rigorosos. Ambientes estáticos, construídos por esforços de engenharia pontuais, não conseguem acompanhar ou escalar. Organizações maduras estão migrando para um modelo operacional definido por software e baseado em nuvem. Se cada atualização de hardware ou modelo se tornar um miniprojeto de replataformização, sua equipe gastará a maior parte do tempo mantendo a pilha em vez de construir sistemas úteis sobre ela.

 

 

Construindo uma fábrica de IA real: A plataforma primeiro

 

Para que a IA agêntica seja bem-sucedida em produção, é preciso mais do que hardware acelerado. É necessário um modelo operacional que siga quatro princípios fundamentais:

  • Plano de Controle Centralizado de IA: Uma forma unificada de governar o acesso a modelos, roteamento, orçamentos, observabilidade e aplicação de políticas em equipes e ambientes.
  • Infraestrutura com Performance e Sem Lock-in: A capacidade de executar cargas de trabalho de IA em escala, mantendo a liberdade de implantar em diferentes hardwares e ambientes.
  • Serviços de Dados Construídos para IA: Armazenamento, cache, pipelines de vetor e caminhos de dados de alta taxa de transferência são cruciais, pois o contexto e a recuperação são fundamentais para o funcionamento de aplicativos e agentes de IA.
  • Governança e Economia em Escala: Quotas, chargeback, controles de acesso e recursos de autoatendimento são essenciais para permitir a ampla adoção da IA mantendo a governança, a responsabilidade e custos previsíveis.

 

O erro que mata programas de IA: Projetos vs. Plataforma

 

O erro mais comum é tratar a IA agêntica como uma coleção de projetos, e não como uma plataforma empresarial. As organizações financiam casos de uso, implantam modelos e lançam pilotos. No início, o progresso parece rápido. Com o tempo, no entanto, as equipes adotam modelos, abordagens de segurança e ferramentas diferentes. Alguns meses depois, a TI está gerenciando uma proliferação não governada, as finanças estão lidando com custos inesperados e a segurança tenta fechar lacunas sem desacelerar a inovação.

O Gartner projeta que os gastos globais com IA atingirão cerca de US$ 2,59 trilhões em 2026, um aumento de 47% em relação a 2025. As organizações que gerarem valor desse investimento serão aquelas que construíram um modelo operacional escalável para IA desde o início. As outras acabarão com dívidas técnicas e iniciativas canceladas.

 

Transforme a IA agêntica em vantagem competitiva com governança e FinOps

 

A questão não é mais como escalar pilotos de IA, mas se sua organização pode operacionalizar a IA em centenas de casos de uso, unidades de negócios e equipes sem criar silos, lacunas de governança ou desafios de custo. A IA agêntica expõe as limitações de infraestruturas fragmentadas, e à medida que a adoção cresce, essas fraquezas se tornam restrições de negócios.

Para a BS4IT, isso representa uma oportunidade estratégica. Posicionar-se como um parceiro que ajuda as empresas a construir uma plataforma de IA sólida, com governança e FinOps integrados, é fundamental. Ao focar na otimização de custos, na segurança dos dados e na resiliência da infraestrutura, a BS4IT pode guiar empresas na jornada da IA garantindo que a inovação seja sustentável e lucrativa.

Fontes: Nutanix, IDC, Gartner